Gestão de Riscos: Aprenda Como Prever e Evitar Desastres!

Já falamos aqui do blog sobre a importância de saber conduzir bem os momentos de crise enfrentados (Acesse e confira!). No entanto, ainda mais crucial para sucesso, é saber evitar situações desastrosas através de previsões consistentes de cenários. A esse processo damos o nome de gestão de riscos.

Hoje vamos falar sobre os princípios básicos que você precisa dominar para não se tornar um refém do acaso!

O Que Pode Dar Errado?

Um risco nada mais é do que uma possível ocorrência que leve determinada situação a sair do seu curso natural. Pode ser em um projeto profissional, em uma viagem ou em sua rotina diária, por exemplo. O fato é que pode ou não se concretizar, não depende exclusivamente da sua vontade e, quase sempre, representa uma possibilidade de insucesso para seus interesses.

Dessa forma, gerenciar riscos significa se proteger das incertezas que norteiam qualquer resultado que você deseja alcançar. Grosso modo, a ideia central é que você encare meticulosamente o caminho até seu objetivo e realize de forma sincera a pergunta: afinal, o que pode dar errado?

A Arte da Antecipação: Os 3 Passos Básicos da Gestão de Riscos

Uma gestão de riscos consistente depende de uma série de fatores, como: o nível de complexidade da situação, as informações disponíveis e os recursos que serão utilizados. No entanto, existem alguns passos básicos que podem ser aplicados tanto em sua vida pessoal quanto em sua carreira e que podem ajudá-lo a construir maior confiança na busca de suas metas. Vamos a eles:

#1. Identificação dos Riscos

Sua primeira atitude deve ser vasculhar seu projeto em busca de cada uma das situações indesejadas que podem ocorrer. Se possível, envolva outras pessoas que possam ajudá-lo com diferentes perspectivas. Além disso, revise o levantamento quantas vezes julgar necessário para garantir que cobriu todas as possibilidades relevantes.

Se você está planejando uma viagem de carro, alguns bons exemplos de riscos a serem levados em conta são: o carro estragar ao longo do trajeto, você se perder na estrada, se envolver em algum acidente e os passageiros se sentirem mal ao longo da viagem.

#2. A Classificação dos Riscos

Após levantar os riscos possíveis para seu projeto, é hora de classificá-los. Isso se refere à avaliação de dois fatores de grande importância: a probabilidade de ocorrência, que se refere às chances de que o fato se concretize, e o impacto, que representa a intensidade com que seu projeto será afetado caso o risco se torne uma realidade.

Existem algoritmos complexos criados para avaliar esses fatores em situações que exigem elevada precisão, mas na maioria dos casos a utilização de uma escala de avaliação se faz suficiente. Você define por exemplo que 1 é o valor máximo possível e classifica cada risco com base nas informações que possui, em suas experiências anteriores e no próprio bom senso.

Em seguida você combina os dois valores encontrados para cada risco e gera assim um “Fator de Risco”. Esse número servirá para você avaliar qual a relevância de cada possível evento para o sucesso do seu projeto.

Voltando ao nosso exemplo da viagem, os nossos 4 riscos identificados poderiam ser avaliados da seguinte forma:

#3. Tratamento dos Riscos

Após levantados todos os riscos relevantes e devidamente classificados, chegou a hora de propor soluções a cada um deles. Essa etapa leva a 5 caminhos possíveis, que dependeram da forma como você enxerga cada situação:

  1. Eliminar o Risco: extinguir completamente a possibilidade de ocorrência do risco ou o seu impacto sobre o projeto.
  2. Mitigar o Risco: reduzir tanto quanto possível a probabilidade de ocorrência e/ou o impacto do risco sobre o projeto.
  3. Aceitar o Risco: não tomar nenhuma ação em relação ao risco.
  4. Transferir o Risco: tomar alguma ação no sentido de repassar os impactos de um risco para um terceiro.
  5. Explorar o Risco: nos casos em que o risco tiver algum impacto positivo, o mesmo pode ser de alguma forma aproveitado.

Em um mundo ideal, a ideia seria eliminar todos os riscos do seu projeto, mas a quantidade de recursos disponíveis, ou as próprias circunstâncias nem sempre permitem. Para o nosso exemplo, a tabela com as ações para cada risco seria a seguinte:

Prevenir é Melhor…

Gerenciar riscos nem sempre é fácil, mas se trata de uma das tarefas mais importantes de nossas vidas, seja no contexto pessoal ou profissional. Sendo assim, ainda que básicas, as ferramentas apresentadas podem ajudá-lo a construir muito mais confiança sobre o sucesso dos projetos que realiza.

Sempre busque pelo que pode dar errado e procure insistentemente por maneiras de solucionar essas questões antes que aconteçam, afinal, como diria Sun Tzu:

“Aquele que se empenha a resolver as dificuldades resolve-as antes que elas surjam. Aquele que se ultrapassa a vencer os inimigos triunfa antes que as suas ameaças se concretizem.”

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